MUCUGÊ: uma paisagem entre serras
e montanhas

A denominação Mucugê origina-se de uma fruta silvestre do mesmo nome (Couma rígida), nativa da região, que, atualmente, pode ser encontrada, em menor quantidade, nas matas ciliares de quase todos os seus rios.

Casario de Mucugê

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Com altitude aproximada de 1.000 metros acima do nível do mar e temperatura média anual de 19ºC, a bela, pacata e hospitaleira cidade de Mucugê , que também faz parte do Circuito do Diamante, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico  e Artístico Nacional (IPHAN) por seu conjunto arquitetônico de estilo colonial, destacando-se o Prédio da Prefeitura, o Centro de Cultura, a Igreja Matriz de Santa Isabel e o belo casario, construído pelos jesuítas, onde funciona atualmente a Pousada Mucugê.

Localizada a 430 km de Salvador, às margens da BA-142, a cidade de Mucugê tem acesso pela BA-242 (Salvador-Brasília), passando por Itaberaba e pela BR-116, com entrada à direita antes da ponte sobre o Rio Paraguaçu, na altura do km 172, próximo ao Posto Fiscal dos Coqueiros.
Outra alternativa, mais utilizada atualmente, passa pela cidade de Ipirá (veja mapa “Como chegar”).

Com população aproximada de 13.000 mil habitantes no Município e 3.000 na Sede, Mucugê tem um território de 2.455 km2, bastante acidentado, apresentando um conjunto de relevo dos mais variados, com montanhas alcantiladas, tabuleiros ou “gerais”, escarpas abruptas e grotões de serras, escondidos entre florestas do tipo Sempre- verde.

Destaca-se a vastidão da Serra do Capa Bode, onde a vista se perde ao longo do horizonte, descortinando um belíssimo panorama com os mais variados matizes de azul - o céu, à noite, no ar rarefeito, pontilhado por incontáveis estrelas -, tornando esse local imantado, o que propicia os mais diversos relatos sobre “aparições” de Ovnis, foco crescente de interesse de pesquisadores, ufólogos e curiosos.

Casario de Mucugê

A bucólica cidade de Mucugê, encravada na falda da Cordilheira do Sincorá, foi a primeira localidade baiana onde foram encontrados diamantes de real valor e só em meados do século XIX, em junho de 1844, iniciaram-se as lavras de diamantes em seus sítios. Com a intensa garimpagem, o povoamento da cidade cresceu com extraordinária rapidez, vivendo um período de grande riqueza e apogeu transformando- a, naquela época, num importante ponto de referência da economia do Estado da Bahia.

Entre suas maiores atrações turísticas, destaca-se o exótico Cemitério de Santa Isabel, em estilo bizantino (16) – o único das Américas nesse estilo -, construído e encravado sobre a rocha, na encosta do Morro do Cruzeiro, nos arredores da cidade. Esse conjunto artístico, de espetacular beleza, pode ser visto também à noite, com efeitos de iluminação sobre o branco de suas tumbas, contrastando com o fundo negro da serra, o que proporciona aos visitantes uma cena impressionante e inesquecível, permeada de enigmático e profundo silêncio.

(16) Bizantino - de Bizâncio, depois Constantinópla e, hoje, Istambul.